A Austrália declarou guerra aos gatos selvagens. Até 2020, o governo australiano planeia matar dois milhões de gatos, uma grande parte da população felina no país, estimada entre dois e seis milhões. O objetivo é proteger várias espécies nativas.

De acordo com a CNN, os gatos já ocupam cerca de 99% do território australiano e responsáveis pela extinção de, pelo menos, 22 espécies características da Austrália.

Embora os gatos selvagens pertençam à mesma espécie dos gatos domésticos, há algo que os distingue: vivem livremente na natureza, onde são forçados a caçar para sobreviver. Na cadeia alimentar, os gatos vadios são os predadores e, por isso, são vistos pelo governo da Austrália como um alvo a abater.

Um porta-voz do Departamento de Energia e Ambiente da Austrália afirmou, em declarações ao canal americano, que, por dia, um milhão de aves nativas e 1,7 milhões de répteis são vítimas dos gatos.

Não estamos a matar gatos porque os odiamos. Temos de fazer escolhas e salvar os animais que adorámos e os que nos definem enquanto nação", disse Gregory Andrews, comissário nacional para as espécies em vias de extinção.

Entre os vários métodos para o abate dos animais, o executivo pensou em espalhar salsichas envenenadas pelas ruas. Também podem ser utilizadas armas de fogo ou armadilhas. 

Mas há zonas da Austrália onde o programa vai ainda mais longe. No estado de Queensland, há um município que oferece uma recompensa de 10 dólares, ou seja, 8,96 euros por cada cabeça de um gato vadio. 

O People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) já caracterizou a política como "cruel". E a nível internacional já foram criadas várias petições contra este programa australiano.