O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado a morte do líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.

Abu Bakr al-Baghdadi está morto”, disse Trump, numa comunicação ao país na Casa Branca.

 

O bandido que se esforçou tanto para intimidar os outros passou os seus últimos momentos com medo total, pânico e pavor, aterrorizado pelas forças americanas que o atacavam", disse o presidente dos EUA durante um discurso a partir da Casa Branca.

Trump disse que Al-Baghdadi morreu após chegar a um túnel sem saída.

Ele chegou ao fim do túnel enquanto os nossos cães o perseguiam. Pegou no colete e matou-se a si mesmo e aos seus três filhos. O seu corpo foi mutilado pelas explosões. O túnel desabou em cima dele", acrescentou Trump.

"Morreu como um cão. Como um cobarde", disse o presidente dos Estados Unidos. 

O líder do grupo extremista Estado Islâmico terá morrido numa operação militar na Síria, noticiaram alguns 'media' norte-americanos horas antes do Presidente dos EUA ter agendado para este domingo um anúncio "muito importante".

Segundo as cadeias de televisão CNN e ABC e o jornal Washington Post, que citam altos responsáveis norte-americanos, Abu Bakr al-Baghdadi terá morrido numa operação militar dos EUA no nordeste da Síria.

Segundo a CNN, estão em andamento testes para confirmar formalmente a morte do líder do grupo extremista islâmico, responsável por vários ataques fatais a nível internacional.

Uma outra fonte citada pela ABC indicou que al-Baghdadi se suicidou, ao detonar um colete de explosivos.

Pouco antes deste anúncio, Donald Trump publicou uma mensagem na rede social Twitter: "Algo enorme acabou de acontecer!".

A confirmar-se o desfecho da operação militar dos EUA, esta é a mais importante a visar um líder extremista desde a morte a 02 de maio de 2011 de Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda, às mãos das forças especiais norte-americanas, no Paquistão.

Esta operação ocorreu num momento de intensa atividade militar no norte da Síria.

O regime sírio e o seu aliado russo aceleraram o envio de tropas para a fronteira sírio-turca, enquanto os norte-americanos anunciaram o reforço militar numa zona de petróleo mais a leste, sob controlo curdo.