Cerca de 30 combatentes foram mortos esta terça-feira em confrontos no deserto central da Síria entre as forças do regime sírio e o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Os confrontos acontecem desde o início de outubro no vasto deserto de Badiya, abrangendo as províncias de Homs, Hama, Raqa e Deir Ezzor.

Esta terça-feira, os confrontos terrestres e os ataques aéreos realizado pelas forças russas, um aliado do regime sírio, mataram 13 ‘jihadistas’, enquanto entre as forças governamentais morreram 16 combatentes, segundo o OSDH.

Os combates concentram-se no norte da província de Hama e também em outra área mais a leste, na fronteira com as províncias de Raqa, Aleppo e Hama, segundo a mesma fonte.

De acordo com o OSDH, as forças aéreas da Síria e da Rússia estão a realizar bombardeamentos contra posições do EI nesta área desértica.

Apesar da sua derrota com a queda de seu califado em março de 2019, o Estado Islâmico ainda realiza ataques mortais, especialmente no deserto.

Esses ataques têm como alvo o exército sírio e os seus aliados, bem como as forças curdas, que foram durante muito tempo apoiadas pelos Estados Unidos na sua luta contra o EI.

Desde março de 2019, mais de 900 combatentes do regime sírio foram mortos nesses confrontos, junto com 140 membros de milícias aliadas, contra cerca de 500 ‘jihadistas’ do EI, de acordo com o OSDH.

O EI assumiu a responsabilidade por um ataque em agosto que tirou a vida de um general russo e feriu dois soldados perto da cidade de Deir Ezzor.

/ AM