A farmacêutica AstraZeneca anunciou esta sexta-feira que vai oferecer mais oito milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus à União Europeia.

A notícia surge após a informação de que a AstraZeneca iria apenas conseguir fornecer cerca de 25% das doses da vacina que desenvolveu com a Universidade de Oxford aos Estados-membros.

De acordo com um representante da farmacêutica, as doses irão chegar até abril. 

Uma decisão da Agência Europeia do Medicamento sobre a aprovação do fármaco é esperada esta sexta-feira. Contrariando a recomendação alemã de ser apenas usada na faixa etária dos 18 aos 64, a farmacêutica emitiu esta quinta-feira um parecer positivo sobre a sua eficácia em pessoas com mais de 65 anos

As últimas análises (...) apoiam a hipótese de uma eficácia da vacina no grupo de maiores de 65 anos", declarou um porta-voz do grupo farmacêutico britânico-sueco. 

A UE enfrenta uma quebra no fornecimento de vacinas para a covid-19, depois de ter assinado contratos para a compra antecipada de vacinas, num total de 2,3 mil milhões de doses.

A AstraZeneca/Oxford anunciou que pretende entregar doses consideravelmente menores, nas próximas semanas, do que acordado com a UE, alegando problemas de produção, o que Bruxelas considera ser uma possível violação do contrato.

A resposta da União Europeia foi direta: preparar um mecanismo de controlo das exportações a partir da UE  de vacinas para a covid-19, que obriga a maior transparência, face aos problemas no abastecimento, adiantou fonte europeia, esta quinta-feira.

As medidas de emergência serão adotadas assim que possível pela Comissão Europeia e obrigarão a que as farmacêuticas instaladas na UE preencham um formulário modelo de exportação, a enviar para a alfândega, e que carece também da aprovação de Bruxelas.