A família de Caroline Flack divulgou uma mensagem nunca publicada pela apresentadora no Instagram. Flack, de 40 anos, apresentou o reality show popular "Love Island", mas afastou-se do programa depois de ser acusada de agredir o namorado, o tenista Lewis Burton. Foi encontrada morta, em casa, no sábado.

Em entrevista ao jornal local Eastern Daily Press, a família da apresentadora revelou que Caroline Flack tinha sido aconselhada a não publicar a mensagem nas redes sociais, mas que depois do desfecho trágico, decidiram divulgar a mesma na imprensa.

"Têm sido ditas tantas mentiras, mas isto era como ela se sentia e eu e a minha família gostaríamos que as pessoas lessem as suas palavras. A Carrie estava rodeada de amor e amigos, mas isto era demasiado para ela", afirmou Chris Flack, mãe de Caroline ao jornal.

Na mensagem agora divulgada, a apresentadora nega que tenha agredido o namorado e classifica o incidente como um "acidente".

"(....) No dia 12 de dezembro de 2019 fui detida por ter agredido o meu namorado. Em 24 horas, o meu mundo e o meu futuro desapareceram debaixo dos meus pés e as paredes que demorei tanto a construir à minha volta, colapsaram. De repente, estou num palco diferente e o mundo todo está a ver isso a acontecer. Sempre assumi a responsabilidade pelo que aconteceu naquela noite. Mesmo naquela noite. Mas a verdade é que... foi um acidente. Eu estou a ter um tipo de colapso emocional há muito tempo. Mas NÃO sou uma agressora. Discutimos e um acidente aconteceu. Um acidente. O sangue que alguém VENDEU a um jornal foi o MEU sangue e isso é algo muito triste e muito pessoal", escreveu Caroline, acrescentando que a família "não aguenta mais".

Na mesma mensagem, a apresentadora diz que decidiu escrever porque não pode passar "os dias todos" a esconder-se e a ser aconselhada a "não dizer nada ou falar com alguém".

"Perdi o meu trabalho. A minha casa. A minha capacidade de falar. E a verdade foi tirada das minhas mãos e usada como entretenimento", diz ainda.

Em declarações à CNN, o advogado de Caroline Flack, Paul Morris, lembrou que Lewis Burton não deu seguimento à queixa e que era uma testemunha no processo e "não a vítima".

A morte de Caroline Flack está a ser investigada pelas autoridades.

/ AM