O Tribunal Regional Federal da 2.ª Região do Brasil condenou na quinta-feira os ex-deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi por crimes de corrupção, num desenvolvimento da operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Jorge Picciani e Edson Albertassi, ex-deputados do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foram condenados por corrupção passiva, branqueamento de capitais e organização criminosa. Paulo Melo, também do MDB, foi o único que não foi denunciado por branqueamento de capitais.

Picciani foi condenado a 21 anos de prisão e a 564 dias de multa, com o valor de 20 salários mínimos por cada dia. Paulo Melo, recebeu uma sentença de 12 anos e cinco meses de cadeia, com 350 dias de multas, também referentes a 20 salários mínimos , e Albertassi foi condenado a 13 anos 4 meses de reclusão, e a 392 dias de multa, de 15 salários mínimos cada.

De acordo com a imprensa brasileira, a sentença foi proferida por seis desembargadores numa ação penal movida a partir da Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da operação Lava-Jato no Rio de Janeiro.

O processo dos ex-políticos foi julgado em segunda instância porque, como deputados, eles têm foro privilegiado, um direito que é dado a algumas autoridades que ocupam cargos público, o que lhes permite que não sejam julgados pela justiça comum (primeira instância).

"Picciani, Paulo Melo e Albertassi aproveitaram-se da sua condição de deputados estaduais para obter benefícios pessoais. Os três tinham poder para travar os crimes cometidos pelo ex-governador Sérgio Cabral, mas nada fizeram, pelo contrário, blindaram o político de investigações na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Fica claro que a presente organização é muito maior do que o que vemos aqui", afirmou o revisor do processo, o desembargador Messod Azulay, citado pelo portal de notícias G1.

As investigações indicam a existência de um esquema que envolvia a aprovação de projetos na Alerj com contrapartidas para empresas de autocarros e empreiteiras.

Os acusados ainda podem recorrer da sentença.