Mais dois ministros deixaram o governo de Jair Bolsonaro, obrigando o presidente do Brasil a uma remodelação do executivo envolvendo seis governantes.

Trata-se da maior remodelação governamental desde que Jair Bolsonaro tomou posse em janeiro de 2019.

Nesta segunda-feira foram anunciadas as saídas os ministros da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, e dos Negócios Estrangeiros, Ernesto Araújo.

O general Walter Souza Braga Neto, até então chefe da Casa Civil, é o novo titular da pasta da Defesa, enquanto o embaixador Carlos Alberto Franco França, que já fazia assessoria da presidência, assume as relações exteriores.

Fazem, ainda, parte do novo executivo, Anderson Torres como ministro da Justiça, ele que era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; Luiz Eduardo Ramos, que troca a Secretaria do Governo pela Casa Civil da Presidência da República; Flávia Arruda, deputada federal e novo rosto da Secretaria do Governo; e André Mendonça que rende José Levi na Advocacia-Geral da União, órgão que defende o governo em processos judiciais e que já chefiou sob a presidência de Bolsonaro, ele que estava no Ministério da Justiça.

O governo brasileiro tem, atualmente, 22 ministérios.

Duramente criticado pelas opções no combate à pandemia de covid-19, sendo o Brasil o segundo país mais afetado pela doença, a seguir aos Estados Unidos, Jair Bolsonaro aproveitou a saída de Ernesto Araújo para reorganizar a sua equipa.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 1.660 óbitos e 38.927 novos casos, elevando o total para 313.866 mortos dos 12.573.615 milhões de infetados desde o início da pandemia.
 

Catarina Machado