O primeiro-ministro de Israel anunciou esta quinta-feira que o país vai dar a terceira dose da vacina contra a covid-19 às pessoas com mais de 60 anos, tornando-se assim num dos primeiros países a fazê-lo, sendo que Espanha já deu indicações de que vai fazer o mesmo.

A nova norma vai aplicar-se a pessoas que tenham recebido a segunda dose há pelo menos cinco meses, que devem apresentar prova de tal facto.

O anúncio do Governo surge depois da recomendação por parte dos especialistas escolhidos para aconselhamento da pandemia, que se basearam nos dados conhecidos sobre a taxa de infeção.

Um dos países com mais sucesso na vacinação, Israel chegou a anunciar o levantamento do uso de máscaras, mas acabou por voltar atrás. Atualmente, o número de casos chega aos dois mil diários, valores mais altos dos últimos quatro meses.

O número de casos considerados graves está em 151, sendo que o índice de transmissibilidade tem andado sempre volta dos 1,3 e 1,4.

Com este anúncio de Naftali Bennett, Israel torna-se no primeiro país a disponibilizar, em larga escala, uma terceira dose da vacina contra a covid-19.

Muitos dos infetados com a nova variante Delta em Israel são pessoas que já estavam vacinadas contra a covid-19, o que fez soar os alarmes no país, que se tornou nos primeiros meses deste ano um dos líderes mundiais ao nível da vacinação contra a doença.

Mais de 57% dos cerca de 9,3 milhões de cidadãos de Israel já recebeu as duas doses da vacina Pfizer/BioNTech, e mais de 80% da população com mais de 40 anos foi inoculada com uma dose.

Recorde-se que, em Portugal, o Infarmed garantiu que, para já, não é necessária a toma de uma terceira dose das vacinas da Pfizer, Moderna ou AstraZeneca.

António Guimarães