O número de soldados que morreram num ataque com drones a uma base militar no sul do Iémen subiu para 30, havendo ainda registo de pelo menos 56 feridos, de acordo com fontes oficiais militares e da saúde.

“Mais de 30 pessoas foram mortas e pelo menos 56 feridas” no ataque à Al-Anad, a maior base aérea do Iémen, referiu à AFP o porta-voz das Forças Armadas, Mohamed al-Naqib. Os números foram confirmados por fontes hospitalares.

De acordo com fontes militares foram registadas pelo menos três explosões na base aérea Al-Anad, na província de Lahk, no sul do país, que é controlada pelo governo reconhecido pela comunidade internacional.

Segundo os relatos, um míssil balístico atingiu a área de treinos da base aérea no momento em que dezenas de soldados efetuavam exercícios matinais.

Falando sob anonimato, oficiais culparam os houthis pelos ataques, mas até agora os rebeldes não assumiram a autoria do mesmo.

Esta base aérea foi alvo de um ataque semelhante em 2019 do qual resultou a morte de 36 milicianos leais à força separatista do Conselho de Transição do Sul (STC) que enfrentavam tanto os houthis como o governo. Porém, no final do ano passado, esta força chegou a acordo para formar o governo de coligação internacionalmente reconhecido.

O Iémen está envolvido numa guerra civil desde 2014, quando os houthis, apoiados pelo Irão, controlaram grande parte do norte do país e chegaram mesmo à capital, Sana, forçando então o governo internacionalmente reconhecido a exilar-se.

Uma coligação de vários países, entre eles a Arábia Saudita, está a apoiar o Governo.

A guerra já matou mais de 130 mil pessoas e provocou a pior crise humanitária do mundo.

Desde meados de dezembro, o Iémen tem um novo Governo de unidade, que reúne frações rivais, tais como apoiantes do governo reconhecido pela comunidade internacional e separatistas do STC.

/ RL