A União Europeia (UE) chegou a acordo com a farmacêutica BioNTech/Pfizer para a entrega de mais 50 milhões de vacinas contra a covid-19, anunciou esta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

No dia em que se assinalaram 100 milhões de inoculações na UE , von der Leyen respondeu aos atrasos nas entregas das vacinas, adiantando que estes fármacos chegarão já no segundo trimestre.

Tenho o prazer de anunciar que hoje atingimos os 100 milhões de vacinas [administradas] na UE, um marco de que nos podemos orgulhar. E, destes 100 milhões de vacinações, mais de um quarto já equivale à segunda dose, o que significa que temos agora mais de 27 milhões de europeus totalmente vacinados”, acrescentou a responsável.

Estas 50 milhões de doses foram inicialmente previstas para entrega no quarto trimestre de 2021 e estarão agora disponíveis no segundo trimestre, o que eleva o total das doses entregues pela BioNTech/Pfizer para 250 milhões de doses

"Estamos numa corrida contra o tempo", alertou a presidente, destacando que “a boa notícia é que a vacinação está a ganhar velocidade em todos os Estados-membros da UE, que receberam mais de 126 milhões de doses de vacinas”.

Para uma resposta a médio prazo, a Comissão Europeia está em negociações com a BioNTech/Pfizer para um terceiro contrato, que prevê a entrega de 1,8 mil milhões de doses extra no período de 2022 e 2023.

Este contrato vai envolver "não só a produção da vacina, mas também [a produção dos] componentes essenciais, que estará localizada na União Europeia”, esclarece von der Leyen.

Quero agradecer à BioNTech/Pfizer, que provou ser um parceiro de confiança [porque] cumpriu os seus compromissos e responde às nossas necessidades, para o benefício imediato dos cidadãos da UE”, adiantou a responsável.

A campanha de vacinação da UE tem sido marcada por grandes atrasos na entrega de vacinas por parte da AstraZeneca e pelos efeitos secundários do seu fármaco, dada a confirmada ligação a casos muito raros de formação de coágulos sanguíneos.

A esta situação juntam-se atrasos na chegada à UE da vacina da Janssen (grupo Johnson & Johnson) após as autoridades de saúde dos Estados Unidos terem recomendado na terça-feira uma pausa na administração do fármaco para investigar relatos de coágulos sanguíneos.

Já anteriormente, e para colmatar os problemas com a entrega do fármaco da AstraZeneca à UE, o executivo comunitário tinha recorrido à BioNTech/Pfizer para adquirir doses adicionais.

Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para apoiar o lançamento de vacinas na Europa, também aumentando o fornecimento de vacinas nas próximas semanas e meses”, concluiu Ursula von der Leyen, nas declarações à imprensa.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, Vaxzevria (novo nome da vacina da AstraZeneca) e Janssen.