A China está a criar 700 mil empregos/ano desde 2010 nos países onde está a investir em infraestruturas, disse hoje em Macau o vice-ministro do Comércio chinês.

Wang Bingnan garantiu que desde a primeira edição do Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês), em 2010, “foram criados anualmente 700 mil postos de trabalho” e investidos “30 mil milhões de dólares de financiamento para cooperação internacional para infraestruturas através de instituições financeiras chinesas”.

Num dos discursos de abertura do fórum que termina esta sexta-feira, o governante chinês sublinhou que entre as maiores 250 empresas de construção mundial 69 são chinesas, o que leva Bingnan a concluir que a iniciativa internacional de Pequim de construção de infraestruturas “Uma Faixa, Uma Rota” é “um pilar muito importante para o desenvolvimento económico nacional” chinês.

Já o chefe do Governo de Macau destacou a importância do território em assumir o seu papel na estratégia internacional definida pelo presidente chinês Xi Jinping, de forma a contribuir e acelerar a sua integração no desígnio nacional.

Este fórum “articula-se de forma precisa com a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e visa promover a conectividade das infraestruturas do mundo, proporcionando uma plataforma importante para a RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] participar e contribuir para a [sua] implementação”, sustentou Fernando Chui Sai On.

Os governos de Angola, Timor-Leste e São Tomé e estão representados no fórum em Macau no qual se debatem investimentos chineses.

Os secretários de Estado das Águas e para os Transportes, Lucrécio da Costa e Guido Waldemar da Silva Cristóvão, respetivamente, o ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente de São Tomé e Príncipe, Osvaldo Abreu, o vice-ministro das Obras Públicas de Timor-Leste, Nicolau Belo, e o membro do Conselho de Estado daquele país, José Ramos-Horta, marcam presença na 10.ª edição do IIICF.

A edição deste ano do fórum conta com mais de dois mil empresários, académicos e políticos, dos quais mais de 50 governantes oriundos de 40 países e regiões, num evento cujo orçamento está estimado em 39 milhões de patacas (4,3 milhões de euros) e que é promovido sob a orientação do Ministério do Comércio da República Popular da China e do Governo de Macau.

O IIICF inclui 36 fóruns paralelos, exposições, seminários de promoção de projetos e bolsas de contacto, entre outras atividades de negociação comercial, para operacionalizar a cooperação entre os países envolvidos na estratégia adotada pelo Governo chinês denominada de “Uma Faixa, Uma Rota”, que visa o desenvolvimento de infraestruturas e investimentos em países europeus, asiáticos e africanos.

/ ALM com Lusa