As autoridades de Miami anunciaram esta quarta-feira que foram recuperados mais quatro corpos na sequência das buscas que se fazem ao edifício que colapsou no dia 24 de junho.

O número de mortes confirmadas sobe assim para 16, mas existem ainda 147 pessoas desaparecidas, e teme-se que dezenas de corpos estejam nos escombros do prédio que ruiu.

Imagens de vídeo mostraram que o centro do condomínio, formado por três torres adjacentes, parece desabar primeiro, com uma secção mais próxima do mar a oscilar e cair segundos depois.

Equipas do México e de Israel estão a colaborar nas buscas.

Um relatório realizado por uma empresa de engenharia em 2018, divulgado no sábado, indicava "danos estruturais significativos" nas Torres Champlain, bem como "fissuras na cave" do edifício, recomendando reparações.

Outro estudo realizado em 2020 referia que as Torres Champlain, construídas em 1981, tinham afundado cerca de dois milímetros por ano entre 1993 e 1999, mas o autor do documento afirmou que isso, só por si, não devia provocar o desabamento do edifício.

O teto do prédio estava a ser alvo de obras, mas ainda se desconhece se essa intervenção estará relacionada com o acidente.

O município de Miami-Dade ordenou uma inspeção de todos os edifícios com mais de 40 anos situados na orla marítima, nos próximos 30 dias.

As torres, localizadas a uma dezena de quilómetros de Miami Beach, acolhiam residentes permanentes e sazonais.

António Guimarães