O furacão Dorian já está nas Bahamas e as rajadas de 300 quilómetros por hora já estão a provocar estragos avultados. As inundações multiplicam-se e as rajadas têm arrancado telhados e postes de eletricidade.

Cerca de 13 mil casas poderão ter sido danificadas ou destruídas pela força de ventos, indicou esta segunda-feira a Cruz Vermelha.

Não temos ainda uma imagem completa do que aconteceu. Mas é claro que o furacão Dorian teve um impacto catastrófico”, declarou Sune Bulow, chefe do centro de operações de emergência da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR).

Ainda não há dados oficiais de mortos, feridos ou desaparecidos. No entanto, de acordo com a CNN, que cita meios locais, há já uma vítima mortal confirmada, uma criança de oito anos. A avó do rapaz, Ingrid McIntosh, disse à Eyewitness News, em Bahamas, que o neto morreu nas ilhas Ábaco. O corpo foi encontrado pela filha, que suspeita que a criança tenha ficado submersa.

No entanto, as autoridades locais não confirmam esta informação.  

Segundo o Bahamas Press, a desvastação deixada nas ilhas Ábaco podem ter provocado várias vítimas mortais, mas que o facto das linhas de comunicação estarem cortadas, dificulta a passagem de informação sobre o cenário que ali se encontra. 

A população daquele arquipélago caribenho tem ainda necessidade de água potável, assistência sanitária e de apoio económico a curto prazo.

A tempestade de categoria 5, a mais elevada da escala, está agora a deslocar-se para os Estados Unidos com ventos ligeiramente mais fracos (265 km/h). Os governadores dos estados da Geórgia e da Carolina do Sul já ordenaram a evacuação da zona costeira.

Também os estados da Florida e da Carolina do Norte decretaram estado de emergência.

De acordo com a Cruz Vermelha norte-americana, 19 milhões de pessoas vivem nas zonas que poderão ser afetadas pela intempérie e um número estimado de até 5.000 pessoas na Florida, Geórgia e Carolina do Sul poderão vir a precisar de abrigo de urgência em função do impacto dos ventos e chuvas.

O Dorian deve ser a mais forte tempestade no Atlântico a chegar a terra desde 1935.

 
/ CE