O ex-funcionário de uma empresa de organização de eventos de Nova Iorque entrou com um processo em tribunal contra o antigo empregador por discriminação: alega que o salário que recebia foi cortado para metade para ser igual ao ordenado das "outras mulheres no escritório" quando o CEO da empresa descobriu que era homossexual.

O processo, citado pela NBC, é contra a Eventique, que organiza eventos para marcas e empresas conhecidas, da Nike ao Twitter e Amazon, e foi iniciado pelos advogados de Wesley Wernecke. 

Wernecke alega que foi contratado em junho deste ano e que de imediato os colegas começaram a fazer comentários sobre o anel de noivado que usava, perguntando-lhe se a mulher também tinha um igual. Wernecke respondeu dizendo que o seu parceiro, Evan, usava, sim, um anel igual àquele. 

Depois de ter revelado que era homossexual, diz ter notado que se alterou o ambiente no local de trabalho: foi excluído de reuniões e dos convívios pós-laborais entre colegas, preterido para assumir projetos e ouviu comentários discriminatórios. 

Foi então chamado ao gabinete do CEO, que lhe comunicou que o salário que ganhava seria cortado para menos de metade, de 145 mil dólares por ano (cerca de 130 mil euros) para 70 mil, cerca de 63 mil euros. "Não conseguia dormir durante a noite a pensar que recebias tão acima das outras mulheres no escritório", ter-lhe-á dito o responsável, Henry Liron David.

Pouco tempo depois, Wernecke descobriu que o seu salário tinha sido cortado ainda mais, para 58 mil dólares anuais, cerca de 52 mil euros. Em outubro, quatro meses depois de ter sido contratado, foi despedido. 

De acordo com o processo que deu entrada na justiça, a discriminação a que foi sujeito teve impacto na saúde mental do funcionário, que teve de ser medicado para conseguir lidar com a ansiedade. O advogado de Wernecke diz que o cliente fora contratado para assumir um cargo de responsabilidade e que, quando o CEO descobriu que ele era homossexual, tentou afastá-lo. Já um advogado do diretor executivo da Eventique diz que as alegações do ex-funcionário não têm qualquer fundamento.