O Chanceler austríaco Sebastian Kurz anunciou este domingo que vai receber doentes portugueses nas estruturas de cuidados intensivos da Áustria.

No Twitter, Kurz afirma que é "imperativo da solidariedade europeia ajudar de forma rápida e desburocratizada a salvar vidas"

O chanceler lembra que a Áustria já aceitou pacientes em cuidados intensivos vindos da França, Itália e Montenegro. "Agora, também aceitará doentes de Portugal", diz Sebastian Kurz.

Seabstian Kurz informou também que esteve em contacto com o primeiro-ministro António Costa sobre a "situação tensa" imposta pela pandemia em Portugal. "A pandemia coloca desafios gigantescos para todas os países europeus".

Contactado pela TVI, o Ministério da Saúde não confirma, nem desmente a notícia, mas garante que todas as hipóteses estão a ser consideradas para assegurar os cuidados de saúde aos portugueses. Em comunicado, adianta ainda que num quadro de apoio externo, os mecanismos de cooperação europeia são obviamente uma possibilidade, em função da evolução da pandemia.

A terceira vaga colocou Portugal no limite das suas capacidades hospitalares e este sábado foram registadas 293 mortes.

Desde o início da pandemia, mais de 12.000 mortes foram contabilizadas em Portugal, 5.000 delas apenas em janeiro.

Áustria, por seu lado, encontra-se no seu terceiro confinamento parcial desde o dia 26 de dezembro, com o comércio não essencial encerrado e com restrições nas deslocações.

A medida permitiu reduzir os contágios para cerca de 1.500 diários. Num país de 8,9 milhões de habitantes a incidência acumulada de sete dias é de 107 casos positivos por 100.000 habitantes, o que permitiu libertar muitas camas hospitalares.

As mortes desde o início da pandemia ultrapassam as 7.600.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.206.873 mortos resultantes de mais de 102 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 12.179 pessoas dos 711.081 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.