Banksy voltou a fazer das suas. Desta vez, em plena bienal de Veneza, montou uma obra à qual chamou “Veneza em Óleo” no meio da cidade. O artista divulgou um vídeo da instalação nas redes sociais esta quinta-feira. Contudo, Banksy viria a ser expulso pela polícia na praça de São Marcos.

O vídeo mostra o artista de rosto tapado, seja por roupa seja por um jornal, à medida que filmava a reação das pessoas à obra de Banksy, que mostra um conjunto de telas que formam um grande cruzeiro no porto de Veneza. Ao largo de cruzeiro estão várias gôndolas, os tipos barcos da cidade italiana, que em comparação com o navio são muito mais pequenas. A obra está a ser interpretada como uma crítica à massificação do turismo em Veneza.

O vídeo termina com a polícia local a pedir a Bansky que se retire da icónica praça de São Marcos. Na descrição que dá ao vídeo, o artista lamenta nunca ter sido convidado para a bienal de Veneza: “Apesar de ser o maior e mais prestigiante evento de arte no mundo, por alguma razão nunca fui convidado”.

Mas parece que mesmo sem convite, Banksy acabou por aparecer.

Numa outra publicação nas redes sociais, Banksy revelou uma pintura numa parede de um dos canais de Veneza. Na obra pode ver-se uma criança a segurar um artefacto pirotécnico, o que está a ser visto como uma alusão à crise dos refugiados.

A identidade de Banksy prossegue desconhecida, mas o artista parece continuar a conseguir levar as suas obras avante. Já este ano uma obra do artista causou sensação num leilão. Depois de ser comprada, a obra autodestruiu-se. A partir de 14 de junho a Cordoaria Nacional vai ter uma exposição dedicada ao artista, juntando mais de 70 obras.

A bienal de Veneza é uma das maiores mostras de arte do mundo e decorre entre os dias 11 de maio e 24 de novembro.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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