O parlamento austríaco aprovou, esta segunda-feira, uma moção de censura contra o chanceler conservador Sebastian Kurz. Uma moçao que faz cair o governo e que surgiu depois da divulgação de um vídeo no qual, o líder conservador, estaria a discutir formas de obter financiamento partidário ilegal, em troca de favores políticos. 

Apesar do resultado poositivo do Parido Popular Aústriaco (OVP) nas eleições europeias - 34,9% dos votos, quase oito pontos percentuais a mais do que em 2014, não foi o suficiente para Sebastian Kurz garantir a confiança do parlamento.

Segundo a agência Reuters, a moção de censura foi votada e aprovada com votos a favor do Partido Social-Democrata e do Partido da Liberdade (extrema-direita), que estava, até há uma semana, coligado com o executivo de Kurz. O líder conservador pôs fim a essa coligação e passou a liderar um governo minoritário. 

Trata-se de uma votação inédita na história da Áustria, uma vez que os nacionalistas e os sociais-democratas se juntaram e decidiram apoiar uma moção de censura apresentada pelo pequeno partido ecologista Jetzt. Sebastian Kurz, aos 32 anos, tornou-se, assim, no primeiro líder austríaco a ser afastado do governo pelo parlamento. 

Agora, terá de nomear um chanceler interino que forme governo e que tenha a maioria do apoio parlamentar até às próximas eleições, que já tinham sido antecipadas para setembro.

Foi o escândalo de corrupção que envolveu Heinz Christian Strache, antigo líder do Partido da Liberdade, que o levou a demitir-se do cargo de vice-chanceler do executivo austríaco. Perante este cenário, Kurz pôs fim à coligação, demitiu o ministro do interior, Herbert Kickl, o que levou aos restantes ministros de extrema-direita a renunciarem ao cargo como forma de protesto.