Dois novos estudos revelaram que há uma espécie de mosquitos resistentes ao medicamento que combate a malária, que estão a espalhar-se por todo o território do Sudeste Asiático, aumentando, assim, o risco de "emergência de saúde global"

De acordo com a CNN, as investigações, publicadas na segunda-feira na revista científica The Lancet, revelaram que essa espécie conseguiu transformar um medicamento que era frequentemente utilizado, numa fórmula completamente ineficaz e que teve "consequências desastrosas" em países como a Tailândia, Camboja, Laos e o Vietname.

Desta forma, as falhas no tratamento da doença atingiram taxas altíssimas - Tailândia 87%; Camboja 62% e Vietname 53%. 

Esta nova descoberta, que resulta de uma parceria entre a Universidade de Oxford e do Instituto Wellcome Sanger, surge depois da luta de especialistas de saúde de vários países no combate à doença. Ainda assim, houve alguns casos de sucesso, como a Argélia e a Argentina, que se livraram da bactéria em maio.

O receio agora é que estes microorganismos resistentes cheguem a África, onde são detetados a maior parte dos casos, contribuindo, assim, para milhões de mortes.

A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do género "Plasmodium", que se transmite às pessoas pela picada do mosquito do género "Anopheles". Os sintomas mais comuns são febre, fadiga, vómitos e dores de cabeça. A espécie do parasita mais mortífera para os humanos é o "Plasmodium falciparum".

O diagnóstico da doença faz-se, atualmente, através de análises ao sangue para detetar o parasita ou anticorpos e de técnicas para identificar o ADN do parasita, que são mais morosas, caras e complexas.