O parlamento francês aprovou definitivamente, na terça-feira, uma lei que vai permitir às mulheres lésbicas e às mulheres solteiras recorrerem à reprodução medicamente assistida. Após quase dois anos de debates parlamentares, a lei foi aprovada, com 326 votos a favor, 115 contra e 42 abstenções.

Através desta lei, reconhecemos todas as famílias francesas, sejam elas heterossexuais, homossexuais ou monoparentais”, disse Gabriel Attal, porta-voz do governo de Emmanuel Macron.

A inseminação artificial e a fertilização in vitro, que estavam reservadas para os casais heterossexuais, vão passar a estar disponíveis para qualquer mulher.

O ministro da saúde francês, Olivier Veran, garantiu que as autoridades irão aplicar a lei o mais rapidamente possível.

Segundo agência de notícias Associated Press, Matthieu Gatipon, porta-voz da associação Inter-LGBT, mostrou-se extremamente feliz e aliviado com a decisão do parlamento.

 Finalmente! Este é um progresso há muito aguardado. Estamos muito satisfeitos com esta decisão”, expressou o porta-voz da Inter-LGBT.

Esta medida faz parte de um projeto de lei mais abrangente, que pretende terminar com o anonimato dos doadores de esperma e autorizar as mulheres de qualquer idade a congelarem os seus óvulos. No entanto, este projeto não contempla a possibilidade dos casais recorrem a barrigas de aluguer.

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