A 27 de janeiro de 1945, as tropas soviéticas descobriram o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, o maior da Europa ocupada pela Alemanha nazi e onde foram mortos cerca de 1,1 milhões de pessoas, dos quais perto de um milhão de judeus.

Esta segunda-feira, centenas de sobreviventes, alguns deles acompanhados por filhos, netos e até bisnetos, regressaram ao campo de concentração para assinalar a data da sua libertação. A emoção era visível nos rostos, com muitos dos sobreviventes, vindos de países como Israel, Estados Unidos, Austrália, Peru, Rússia, Eslovénia, entre outros, a não conseguir conter as lágrimas.

Dignitários de cerca de 50 países estão presentes, como os presidentes da Áustria, Alemanha, Irlanda e Israel ou os primeiros-ministros da Bulgária, Croácia, França, Grécia, Hungria e República Checa.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, representa Portugal na cerimónia do 75.º aniversário da libertação de Auschwitz, que decorre no antigo campo de concentração.

As comemorações deste 75.º aniversário incluem vários eventos organizados pelo museu, entre os quais os ensaios fotográficos “Auschwitz - O Campo da Morte” e “Auschwitz - Retratos de Sobreviventes”.

Mais de um milhão de pessoas foram mortas no que foi considerado o pior campo de extermínio criado pelo regime nazi, libertado a 27 de janeiro de 1945 pelo Exército Vermelho soviético.