Quase 4.500 pessoas denunciaram abusos sexuais de menores perpetrados por membros da Igreja católica na Austrália entre 1980 e 2015, segundo um relatório apresentado esta segunda-feira, no início de uma nova ronda de audiências da comissão que investiga estes crimes.

A comissão está encarregada de investigar a resposta oficial aos abusos sexuais de menores na Austrália desde 1950.

No primeiro dia, a advogada conselheira da comissão, Gail Furness, disse que foram recebidas 4.444 denúncias e que estas implicam centenas de religiosos, 93 dos quais de altos cargos da Igreja, e afetam mais de um milhar de instituições.

Cerca de 7% dos padres católicos australianos estão acusados de abusar sexualmente de menores, porém quando se analisam os números por diocese, registam-se taxas que chegam aos 15%.

A percentagem de abusadores sobe ainda mais quando se olha para as ordens nacionais. Como escreve a CNN, a ordem de "St. John of Good Brothers" regista uma taxa de abusadores que chega aos 40%.

A média de idades das vítimas fixou-se em 10.5 anos nas raparigas e 11.5 anos nos rapazes.

Redação / EC