O número de mortos causado pelo naufrágio, no domingo, de um ‘ferry’ no Bangladesh aumentou para 34, com a descoberta de seis novos corpos, enquanto duas pessoas continuam desaparecidas, avançaram esta terça-feira as autoridades locais.

O ‘ferry’ Sabit Al Hassan, que transportava cerca de 50 pessoas, naufragou no final da tarde de domingo após colidir com um navio cargueiro, no rio Shitalakhsya, após deixar Narayanganj, a 20 quilómetros da capital Daca, com destino ao distrito vizinho de Munshiganj.

Os passageiros estavam a voltar para casa depois de o Governo ter instituído um confinamento nacional de sete dias, a partir de segunda-feira, para enfrentar um recente aumento do número de casos de covid-19.

As autoridades interromperam as buscas na segunda-feira, depois de retirarem o navio do poluído rio Shitalakshya e terem encontrado 22 corpos.

No entanto, a pressão das famílias de pessoas que ainda estão desaparecidas levou as equipas de resgate a retomar as operações na noite de segunda-feira, passando de helicóptero sobre águas lamacentas à procura de mais vítimas.

De acordo com depoimentos de familiares, pelo menos duas pessoas ainda estão desaparecidas”, disse o responsável local Mustain Billah.

O confinamento iniciado na segunda-feira obrigou a suspender todos os transportes públicos e a fechar lojas e centros comerciais.

Os acidentes de ‘ferry’ são comuns no Bangladesh, um país atravessado por centenas de rios e com vários canais.

Milhões de pessoas dependem fortemente de ‘ferries’ para transporte, especialmente na região costeira do sul do país, mas estes barcos são inseguros.

Os especialistas atribuem a maioria dos acidentes à má manutenção dos navios, a padrões fracos de segurança e à frequente sobrelotação nas viagens.

Em junho do ano passado, um ‘ferry’ naufragou em Daca depois de ter colidido com outro navio, tendo morrido pelo menos 32 pessoas.

Em fevereiro de 2015, pelo menos 78 pessoas morreram quando um navio sobrecarregado colidiu com um cargueiro num rio do centro do país.

/ MJC