Pelo menos 25 agentes das forças de segurança do Afeganistão foram mortos esta quarta-feira numa emboscada realizada por membros do movimento fundamentalista islâmico nacionalista talibã, no norte do Afeganistão, anunciaram as autoridades locais.

O número foi avançado pela agência de notícias francesa AFP, sendo que a Associated Press avança terem sido mortos pelo menos 34 polícias afegãos.

Segundo adiantou à AP o diretor do principal hospital da província de Takhar, Rahim Danish, foram recebidos 34 cadáveres e ainda oito membros das forças de segurança que ficaram feridos.

O ataque foi o mais mortífero desde que o Governo afegão e os talibãs começaram a negociar a paz, no mês passado, num processo lançado na sequência de um acordo realizado em fevereiro entre os Estados Unidos e os insurgentes.

Os combates continuam a acontecer e também há muitas vítimas entre os talibãs”, disse o porta-voz do governador da província de Takhar, Jawad Hejri, em declarações à AFP, adiantando que o subchefe da polícia está entre os mortos.

Um responsável de segurança afegão disse à AP que a emboscada aconteceu numa coluna militar e que vários veículos da polícia foram incendiados.

O ataque não foi reivindicado pelos talibãs, que controlam a área onde ocorreu a emboscada.

Entretanto, uma debandada por razões ainda não explicadas causou a morte de pelo menos 11 mulheres que esperavam, juntamente com milhares de outros afegãos, por vistos para viajar para o Paquistão.

As 11 mulheres foram pisadas até à morte e, segundo o porta-voz do governador da província de Nangarhar, Attaullah Khogyani, outras 13 pessoas, a maioria mulheres, ficaram feridas no estádio.

O consulado do Paquistão em Nangarhar esteve fechado durante quase oito meses devido à pandemia do coronavírus.

Prevendo que uma grande multidão iria juntar-se para pedir vistos, as autoridades decidiram usar o estádio e designaram 320 funcionários para ajudar a administrar o processo, explicou Khogyani.

A embaixada do Paquistão em Cabul adiantou ter emitido mais de 19.000 vistos apenas na semana passada, depois de Islamabad ter aprovado uma política de vistos mais amigável e reaberto a fronteira em setembro.

Milhões de afegãos fugiram para o Paquistão para escapar da guerra e das dificuldades económicas do país, enquanto milhares viajam de um lado para o outro a trabalho e negócios ou para receber assistência médica.

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