O Governo talibã do Afeganistão anunciou esta quarta-feira que pelo menos duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na explosão de uma bomba num ‘minibus’ em Cabul, atentado que já foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI).

A explosão ocorreu a oeste da capital afegã, no bairro de Dasht-e-Barchi (onde reside grande parte da minoria xiita Hazara), acrescentou a fonte, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), que pediu anonimato.

Em menos de uma semana é a segunda vez que este bairro é alvo de um atentado à bomba, depois de, sábado passado, um jornalista ter sido morto e quatro pessoas ficarem feridas numa explosão semelhante. 

O movimento Estado Islâmico - Khorasan (EI-K), um braço local do grupo 'jihadista', reivindicou, entretanto, o ataque. 

Segundo as primeiras informações, a bomba estava no ‘minibus’. Demos início a uma investigação”, acrescentou a fonte.

“Ouvi uma grande explosão e, quando olhei em volta, um ‘minibus’ e um táxi estavam a arder. Também vi ambulâncias a chegar ao local para levar os feridos e mortos para o hospital”, disse um funcionário da AFP em Cabul, que testemunhou a explosão. 

Numa declaração divulgada na página do movimento na rede social Telegram, o IS-K reivindicou ter levado a cabo dois atentados separados, que “deixaram mais de 20 mortos e feridos nas fileiras dos hereges”, tal como o grupo considera os xiitas.

O balanço é provisório e não há indicações de que possa ter ocorrido uma segunda explosão.

Desde que assumiu o poder em Cabul, a 15 de agosto, o regime talibã, que priorizou o regresso à segurança do país após décadas de guerra, está a enfrentar uma onda de atentados perpetrados por jihadistas do EI.

Nas últimas semanas, o IS-K, rival e principal opositor do movimento islâmico dominante, tem tido como alvos tanto os talibãs como a minoria xiita afegã.

/ BMA