Pelo menos três pessoas, incluindo dois membros da guarda presidencial afegã, morreram e 16 outras ficaram feridas após o disparo de rockets sobre Cabul na terça-feira, declararam hoje autoridades locais.

“Infelizmente, como resultado desses ataques com ‘rockets’, três pessoas, incluindo dois funcionários do governo, foram mortas e 16 ficaram feridas, incluindo quatro crianças e uma mulher”, disse num comunicado Tareq Arian, porta-voz do Ministério do Interior.

Catorze rockets atingiram o centro da capital afegã na terça-feira, um deles atingiu mesmo o palácio presidencial, durante as cerimónias do 101.º aniversário de independência do Afeganistão da influência britânica.

Dois membros da guarda de honra do Presidente afegão, Ashraf Ghani, foram mortos no ataque, segundo dois funcionários do palácio à agência de notícias AFP, que falaram sob condição de anonimato.

Seis outros membros da guarda de honra ficaram feridos quando o rocket atingiu o palácio, logo após o fim de uma cerimónia que contou com a presença do chefe de Estado.

O ataque, que até ao momento não foi reivindicado, ocorre no momento em que o Governo afegão e o grupo rebelde talibã devem iniciar negociações de paz.

O palácio presidencial está localizado numa área altamente protegida de Cabul, a poucos passos do distrito das embaixadas, atrás de altos muros de cimento.

Esta é a terceira vez em dois anos que é alvo ou atingido por foguetes.

Em agosto de 2018, cerca de 30 projéteis de morteiro caíram em Cabul, alguns dos quais durante um discurso de Ghani, o que provocou a interrupção da fala do Presidente.

O grupo do Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque de 2018, bem como pelo lançamento de ‘rockets’ em março passado contra a cerimónia de investidura do Presidente afegão.

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