As Forças Armadas portuguesas enviam esta sexta-feira para o Kosovo um destacamento conjunto de cooperação civil-militar que vai fazer o auxílio a um campo de refugiados afegãos. A missão de três meses irá ajudar a distribuir estas pessoas por vários países da Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO, na sigla original), inclusivamente Portugal.

São quinze militares, dos quais dois femininos. Cinco pertencentes à força área, três ao exército, outros três à marinha, dois médicos e dois enfermeiros. O destacamento da companhia geral CIMIC será instalado no Kosovo com a missão de executar a triagem, recolocação de refugiados afegãos e dar apoio médico.

Vamos operar com outros países aliados a partir do campo Betchel, no Kosovo, que é onde estão neste momento a chegar os refugiados afegãos. Os militares portugueses estão à ordem 24 horas, temos um avião também preparado. Existem outras missões deste género espalhados pela Europa, mas nós fomos encaminhados para aqui pela NATO e, portanto, vamos começar a operar. Muitos destes afegãos poderão ir para Portugal, outros serão distribuídos por outros países”, confirmou em declarações exclusivas à TVI o Tenente-General Marco Serronha, Chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares.

Esta operação terá a duração de 90 dias, com os militares portugueses a cooperarem com forças de outras nações, no campo Bechtel, um alojamento temporário onde se está a efetuar a operação de apoio aos cidadãos civis afegãos evacuados de Cabul e que aguardam oportunidade para serem recolocados em países de acolhimento.

O trabalho de cooperação dos aliados da NATO não se fica por aqui e exige um envolvimento mais aprofundado: “Estamos em apoio das forças armadas americanas, que estão a fazer uma ponte aérea de Doha, no Qatar, para Ramstein, para trazer os colaboradores americanos e outros, de dezenas de milhares afegãos, que está neste momento em curso. Os Estados Unidos pediram ajuda aos aliados para os apoiarem na ponte aérea e nós estamos com uma aeronave fretada no esforço desse apoio”.

Milhares de afegãos foram retirados desde que os talibãs entraram na cidade de Cabul. Muitos deles chegaram à Europa e aos Estados Unidos à procura de uma nova vida.

Filipe Caetano