O Presidente da República Cyril Ramaphosa vai depor em abril perante a comissão que investiga a grande corrupção no Estado sul-africano, anunciou esta quarta-feira o juiz Raymond Zondo.

O juiz sul-africano, que lidera a comissão ‘Zondo' de investigação à alegada grande corrupção no mandato do ex-Presidente Jacob Zuma, referiu que Ramaphosa vai comparecer durante quatro dias (22, 23, 28 e 29) no próximo mês de abril.

Raymond Zondo indicou que nos dias 22 e 23 de abril, Ramaphosa vai depor na qualidade de presidente do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês).

"Nos dias 22 e 23, essas datas são efetivamente para o partido no poder, o ANC, porque também indiquei que esta comissão não pode terminar o seu trabalho sem que o partido no poder também venha testemunhar e tratar de certos assuntos", salientou.

O juiz Zondo, que é o vice-presidente da Justiça na África do Sul, disse ainda que Ramaphosa terá também de testemunhar perante a comissão de investigação na sua qualidade de chefe de Estado e de ex-vice-presidente da África do Sul, cargo que ocupou no mandato de Jacob Zuma, nos dias 28 e 29 de abril.

Após o anúncio do juiz Zondo, a Presidência da República sul-africana também confirmou, em comunicado divulgado no sítio oficial de internet, que Ramaphosa comparecerá perante a comissão judicial de inquérito nas datas indicadas pelo juiz sul-africano.

"Está de acordo com as muitas declarações públicas do Presidente em que manifestou a sua disponibilidade para testemunhar perante a comissão", refere o comunicado da Presidência da República sul-africana.

O chefe de Estado sul-africano irá depor na qualidade de Presidente e ex-vice-Presidente da República e como presidente e ex-vice-presidente do Congresso Nacional Africano, segundo a Presidência sul-africana.

Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi afastado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano, antes de terminar o mandato depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção, desde quando era vice-Presidente da República.

O ex-chefe de Estado foi substituído no cargo por Cyril Ramaphosa, que era vice-Presidente de Zuma.

Zuma negou até agora todas as acusações afirmando ser uma 'caça às bruxas' política do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) na altura liderado por Thabo Mbeki, que governou o país entre 1999 e 2008.

/ MJC