O Governo português condenou esta segunda-feira o ataque terrorista de domingo contra o complexo das Nações Unidas, na Somália, no qual sete pessoas ficaram feridas, entre as quais um português.

Reivindicado pelo grupo terrorista Al-Shabab, o ataque terrorista aconteceu a meio do dia de domingo, quando vários morteiros foram lançados contra a zona aeroportuária de Mogadíscio, que inclui uma base da força da União Africana na Somália (AMISON) e os escritórios das Nações Unidas.

  

Em comunicado, o Governo português condena “de forma veemente” este ataque e manifesta “a sua total solidariedade com as Nações Unidas, a União Africana e o Governo Federal da Somália e endereça a todos os feridos os desejos de uma rápida recuperação”.

Em relação ao português ferido, que faz parte dos quadros das Nações Unidas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que a representação diplomática portuguesa em Nairóbi está a acompanhar a sua situação clínica, “garantindo o apoio necessário”.

O Governo português reitera ainda o seu empenho, designadamente no quadro multilateral, no combate ao terrorismo e ao extremismo”, lê-se no comunicado.

 

Também António Guterres condenou o ataque contra o aeroporto internacional Aden Adde que atingiu trabalhadores das Nações Unidas.

O secretário-geral das Nações Unidas reitera o seu apoio total aos colegas das Nações Unidas na Somália. A Organização das Nações Unidas continua determinada a apoiar o governo federal da Somália e todos os somalis que procuram paz e estabilidade”, disse Stéphane Dujarric, o porta-voz de Guterres.

 

Após o ataque, o representante especial da ONU na Somália, James Swan, condenou a investida, mostrando-se “consternado com este ato flagrante de terrorismo contra o pessoal que trabalha com o povo somali na área humanitária, a promoção da paz e o desenvolvimento”.

/ HMC