O pagamento de indemnizações a portugueses que perderam património no antigo Zaire, actual República Democrática do Congo (RDCongo) é «encorajado» pelo movimento rebelde de Laurent Nkunda.

Em declarações à Agência Lusa, Amani Babu, vice-porta-voz do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) de Nkunda afirmou que «seria bom se o governo tomasse essa iniciativa».

«Encorajamos essa medida, assim como encorajamos essas pessoas a regressarem ao país /RDCongo), e a investirem nele porque assim haveria criação de emprego», disse, lamentando a falta de indústria local.

55 portugueses ressarcidos

Segunda-feira, o embaixador de Portugal na RDCongo, João Perestrello, disse, em declarações à Agência Lusa, que está em vigor o processo de pagamento de indemnizações a portugueses que perderam o património no antigo Zaire.

O diplomata disse que já foram ressarcidos 55 portugueses pelo património que perderam após as nacionalizações e expropriações promovidas pelo regime de Mobutu Sese Seko, no início dos anos 70.

«O processo está em vigor. Está com um compasso de espera desde o início do ano por falta de divisas do Banco Central da República Democrática do Congo, mas será retomado o mais rapidamente possível», referiu.
Redação / PP