Uma mulher grávida de 38 semanas foi agredida brutalmente por usar um hijab, o véu usado por mulheres muçulmanas para cobrir a cabeça. O ataque aconteceu num café, numa localidade perto de Sidney, na Austrália, na passada quarta-feira.

Segundo a polícia australiana, a grávida, de 31 anos, estaria sentada numa mesa, a comer e a falar com amigos, quando um homem "agrediu a mulher com vários murros na cabeça, antes desta ter caído ao chão, onde a pontapeou na cabeça". 

As imagens das câmaras de vigilância do local mostram um homem a abordar a vítima, inclinando-se na mesa, antes de a agredir na cabeça. A vítima foi transportada para o hospital de imediato.

As imagens mostram ainda vários clientes a tentarem mobilizar o agressor, que foi detido pela polícia no local. O homem, de 43 anos, foi acusado de "agressão provocando danos corporais e afronta".

O Australian National Imams Council, órgão que reúne clérigos e académicos muçulmanos na Austrália, declarou-se "horrorizado" com o ataque. No comunicado divulgado esta sexta-feira, o conselho alertou o governo australiano para "reconhecer que a islamofobia é um perigo grave e agir na proteção dos seus cidadãos".

O conselho entrou em contacto com a vítima, que avançou que o agressor "fez comentários anti-islâmicos antes de atacar".


 
Rafaela Laja