O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, disse este sábaso que estabelecer relações de paz com Israel é uma "opção estratégica para os países árabes", mas só será possível se a Palestina "conseguir a sua liberdade".

Abul Gheit declarou, num comunicado, que ainda é necessário o fim da "ocupação israelita" na Palestina e um Estado palestiniano independente com total soberania sobre os seus territórios ser estabelecido.

Uma paz real e duradoura continua a ser uma opção estratégica para os países árabes (…), mas a etapa de relações de paz entre árabes e israelitas só chegará quando o povo palestiniano obtiver a sua liberdade e independência e quando houver a restauração dos seus direitos legítimos", afirmou. Abul Gheit.

Abul Gheit também apontou que o povo palestiniano deve ter "total soberania sobre os territórios ocupados em 1967" e que Jerusalém Oriental seja sua capital.

O secretário-geral lembrou que "há uma rejeição árabe completa e unânime dos planos de anexação de Israel" e de qualquer medida "unilateral" que vise "mudar o estatuto das terras ocupadas por Israel".

A afirmação da Liga Árabe ocorre depois de, no dia 13, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Israel e os Emirados Árabes Unidos (Emirados Árabes Unidos) concordaram em estabelecer relações diplomáticas, como parte de um amplo acordo pelo qual as autoridades israelitas deverão paralisar a anexação de parte do território palestiniano ocupado.

No entanto, a Liga Árabe não fez referência direta ao estabelecimento de relações entre os dois países.

Os Emirados Árabes Unidos são o terceiro país árabe a estabelecer relações diplomáticas plenas com Israel, depois do Egito (1979) e Jordânia (1994), enquanto os israelitas também estreitaram posições nos últimos tempos com outros países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Bahrein.

Até agora, no Golfo Pérsico, apenas Bahrein e Omã receberam bem o estabelecimento das relações entre os Emirados Árabes Unidos e Israel, mas a Arábia Saudita e outros estão em silêncio.

O acordo foi rejeitado pelos palestinianos, assim como pelo Irão e pela Turquia.

/ RL