O primeiro de três aviões de carga C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos com ajuda humanitária para a Venezuela chegou este sábado à cidade fronteiriça de Cúcuta, na Colômbia, anunciaram as autoridades norte-americanas.

O avião, que partiu da base aéra de Homestead, no sul de Miami, aterrou no aeroporto Camilo Daza às 12:20, hora local (mais quatro em Lisboa), com suplementos nutricionais para cerca de 3.500 crianças que sofrem de má nutrição e estojos de higiene para pelo menos mais 25 mil pessoas.

De acordo com fontes diplomáticas norte-americanas, citadas pela agência noticiosa espanhola Efe, este será o primeiro de três aviões que devem aterrar hoje no território, numa altura em que se acumulam toneladas de ajuda humanitária que o líder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país, diz que fará "o que for necessário" para colocar fora do aeroporto.

Estamos dispostos a fazer o necessário para que a ajude chegue", disse Juan Guaidó, perante milhares de simpatizantes num evento em que prestou juramento para integrar uma rede de voluntários que trabalhará para distribuir os donativos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da república interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.