O exército paquistanês garantiu este sábado não ter «nenhuma informação» de que o «número dois» da al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, tenha morrido ou ficado ferido num ataque com mísseis, desmentido pelos próprios talibãs, escreve a Lusa.

O ataque em questão ocorreu a 28 de Julho na zona tribal paquistanesa do Waziristão fronteiriça com o vizinho Afeganistão, onde se presume estar escondido o Estado-Maior da rede terrorista liderada pelo saudita Osama bin Laden.

A notícia foi avançada na sexta-feira pela cadeia norte-americana CBS, com base numa carta interceptada no Paquistão a pedir com urgência um médico para tratar Al-Zawahiri.

A carta era do dirigente talibã Baitullah Mehsud e justificava a necessidade de um médico porque o «número dois» da al-Qaeda estava com «muitas dores» devidas à «infecção de feridas».

Maulvi Umar, porta-voz de Baitullah Mehsud, desmentiu categoricamente estas alegações.

O exército e os serviços secretos paquistaneses (ISI) afirmaram desconhecer que um míssil norte-americano tenha atingido Al-Zawahiri, versão igualmente por confirmar pelos Estados Unidos.

O ISI paquistanês apenas adiantou que a explosão do míssil matou seis terroristas, entre os quais, presumivelmente, Abu Khabab al-Misri, perito em explosivos da al-Qaeda.
Redação / PP