Um dentista foi acusado, na sexta-feira, de 46 crimes de assistência médica ilegal e fraude, no estado norte-americano do Alasca. O Supremo Tribunal de Anchorage considerou que as provas apresentadas durante o julgamento de Seth Lookhart, que durou cinco semanas, eram "esmagadoras"

Um dos casos que levou Seth Lookhart a tribunal foi o facto de ter extraído dentes em cima de uma hoverboard. Sedava os pacientes alegando que era necessário para realizar a cirurgia, mas, na verdade, era para que estes não dessem conta do que se estava a passar.

Para além disso, a sedação intravenosa era um procedimento mais caro que a anestesia e não estava incluído no Medicaid (o programa de saúde social dos Estados Unidos que ajuda as pessoas com baixos rendimentos).

De acordo com a Fox News, a sociedade do dentista - Lookhart Dental LLC,  que fazia negócios com a Clear Creek Dental - também foi acusada de 40 crimes. 

Em dezembro, uma antiga paciente de Seth Lookhart disse no julgamento que, em 2016, o médico lhe tinha extraído vários dentes enquanto circulava em cima de uma hoverboard. 

Veronica Wilhelm referiu que se soubesse o que iria acontecer no consultótio, nunca teria deixado Seth realizar a cirurgia, acusando-o de falta de profissionalismo. O filho de Veronica também terá sido, alegadamente, sedado para uma simples higienização. Tudo isto foi filmado e as imagens serviram de prova em tribunal. 

O advogado de Seth Lookhart, Paul Stockler, negou as acusações de fraude, mas admitiu que o seu cliente andava de hoverboard durante as cirurgias. 

A sentença deve ser conhecida no dia 30 de abril e o médico de saúde oral arrisca uma pena até 10 anos de prisão, bem como uma multa até 100 mil dólares, ou seja, perto de 90 mil euros. 

A licença de odontologia de Seth Lookhart está suspensa desde 2017.