O candidato eleito nas presidenciais da Argentina, Alberto Fernández, encorajou esta segunda-feira a população a unir-se para enfrentar os próximos tempos que, advertiu, “não serão fáceis”, numa referência à grave crise económica.

O líder peronista da Frente de Todos disse que vai reunir-se, durante o dia, com o presidente, Mauricio Macri, para discutir a transição política até 10 de dezembro, dia em que Alberto Fernandáz tomará posse.

Sabem que até 10 de dezembro o presidente é Macri. Iremos colaborar em tudo o que pudermos colaborar porque a única coisa que nos preocupa é que os argentinos deixem de sofrer de uma vez por todas”, declarou, perante uma multidão em Buenos Aires.

Neste primeiro discurso, Fernández aproveitou para pedir ao atual governo, liderado por Macri, que, uma vez na oposição, “esteja ciente daquilo que deixou” e “ajude a reconstruir o país a partir das cinzas”.

De resto, as palavras de Fernandéz, cuja vice-presidente é a antiga chefe de Estado argentina Cristina Kirchner, pediram consenso e unidade da população.

O líder comprometeu-se a cumprir todas as propostas que lançou durante a campanha eleitoral, nomeadamente a reativação da economia e a criação de emprego, que considerou fundamentais para tirar o país da crise.

De agora em diante, tudo o que temos de fazer é cumprir as nossas promessas. Que os argentinos saibam que cada palavra que proferimos e cada compromisso que assumimos foi um compromisso moral e ético com o país que devemos cumprir”, afirmou.

Fernandéz lembrou ainda o antigo presidente Nestor Kirchner (2003-2007), no mesmo dia em que se assinalaram os nove anos da morte.

"Não seria justo para mim não o reconhecer hoje [domingo] pelo que fez por nós e pela enorme possibilidade que me deu”, disse o ex-chefe de gabinete, cargo equivalente a primeiro-ministro, durante o mandato de Nestor Kirchner.

Com 95,88% dos votos contados, Fernández e Cristina Kirchner obtiveram 48,01% dos votos, à frente do atual chefe de Estado, que obteve 40,45%.

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