A líder do Partido Democrata-Cristão (CDU), Annegret Kramp-Karrenbauer, foi nomeada ministra da Defesa da Alemanha, esta terça-feira. A sucessora de Angela Merkel na liderança da CDU ocupa assim a pasta que pertencia a Ursula von der Leyen, agora presidente da Comissão Europeia

Foram precisas apenas algumas horas após a eleição de von der Leyen, em Estrasburgo, para que fosse conhecida a sua substituta no executivo alemão.

Líder dos democratas-cristãos desde o final do ano passado, Kramp-Karrenbauer tinha dito que preferia não assumir nenhum cargo governamental para poder focar-se totalmente no partido. Por isso, esta acabou por ser uma nomeação inesperada em Berlim, onde o nome do ministro da Saúde, Jens Spahn, se perfilava como a escolha mais provável.

Kramp-Karrenbauer tem tido algumas dificuldades para se impor na política alemã e foi vista como a responsável pelos maus resultados da CDU nas eleições europeias de maio. Com apenas 22,6% dos votos, o partido não foi capaz de recuperar a confiança dos eleitores conservadores.

Na apresentação da nova ministra, o número três do Governo alemão, Gerd Müller, sublinhou a grande responsabilidade que é assumir a pasta da Defesa, um dos cargos mais duros da política alemã e que apresenta maiores dificuldades aos seus titulares.

De resto, foi enquanto ministra da Defesa que a agora presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viu cair a sua popularidade.

O subfinanciamento das Forças Armadas do país é apenas um dos desafios que Annegret Kramp-Karrenbauer herda dos seus antecessores.

Apesar de ser um dos cargos mais duros, este é também visto como uma rampa de lançamento para posições mais elevadas. Kramp-Karrenbauer, que já substituiu Merkel na liderança do partido, faz parte da lista dos prováveis sucessores da atual chanceler na chefia do governo. Os analistas preveem mesmo que Merkel, que já anunciou o seu afastamento da vida política, poderá deixar o cargo antes do final do mandato.