Cerca de 2.200 pessoas assistiram ao ataque a uma sinagoga na Alemanha, esta quarta-feira, através da Internet. O vídeo, que mostrou em direto o momento do ataque, esteve disponível, pele menos, durante meia hora na plataforma de streaming Twitch.

De acordo com a empresa, que é detida pela gigante Amazon, apenas cinco pessoas assistiram em direto, mas como as imagens ficaram publicadas por cerca de trinta minutos, mais de duas mil acederam ao vídeo, escreve a BBC.

O Twitch removeu, entretanto, o vídeo da plataforma e esclarece que a gravação não chegou a estar nos “recomendados” da página principal. A empresa disse ter uma política de “tolerância zero contra conduta odiosa”.

A nossa investigação diz que havia pessoas coordenadas, que partilharam o vídeo através de outras plataformas de conversação online”, esclareceu em comunicado.

A companhia disse ainda que a conta nesta plataforma foi criada dois meses antes do ataque e o serviço foi testado apenas uma vez.

O vídeo, de acordo com a BBC, mostrava, além do ataque, o homem a fazer comentários antissemitas para a câmara, antes de se dirigir, de carro, à sinagoga onde começou por disparar contra a porta.

Segundo os media alemães, o autor do ataque é um homem, de 27 anos, que atuou sozinho.

Angela Merkel falou, entretanto, em terrorismo.

Duas pessoas foram mortas a tiro nesta quarta-feira, em Halle, na Alemanha, na sequência dos disparos. O jornal alemão Bild diz, ainda, que foi atirada uma granada de mão contra o cemitério judeu.

Este ataque ocorreu num dos dias mais importantes para a comunidade judaica, o Yom Kipur ou Dia da Expiação.