O atentado com uma camioneta armadilhada junto a autocarros que retiravam civis e combatentes de Alepo, no sábado, na Síria, causou 126 mortos, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH) divulgado este domingo.

Entre os 126 mortos estão 68 crianças e 109 pessoas retiradas das localidades de Foua e de Kafraya (nordeste), duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes, e os restantes rebeldes e pessoal humanitário.

O balanço não para de aumentar. Há centenas de feridos”, disse à imprensa o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rahmi Abdel Rahman.

O ataque ainda não foi reivindicado.

Este domingo, o Papa Francisco condenou o atentado e, perante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, pediu a Deus que traga “paz a todo o Médio Oriente”

O ataque de ontem foi ignóbil contra os refugiados que fugiam. Que (Deus) sustente, de forma particular, os esforços daqueles que trabalham ativamente para levar alívio e confortar a população civil na Síria, a amada e martirizada Síria, que é vítima de uma guerra que não para de semear terror e morte", afirmou o Sumo Pontífice na sua mensagem de Páscoa na Basílica de São Pedro no Vaticano. 

Os autocarros estavam no local para transportar cerca de cinco mil pessoas retiradas na sexta-feira de Foua e Kafraya, duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes, em cumprimento de um acordo que permitiu a evacuação simultânea de duas localidades rebeldes cercadas pelo exército sírio.

As pessoas retiradas na sexta-feira estavam paradas naquele local devido a desentendimentos que impediram que seguissem viagem.

Os que foram retirados das localidades controladas pelo regime deviam seguir para Damasco e Latakia e os das localidades rebeldes para a província de Idlib.

Na sexta-feira, mais de sete mil pessoas foram retiradas de Foua e Kafraya (cinco mil) e das localidades rebeldes de Madaya e Zabadani (2.200), segundo o Observatório.