"Decidi submeter ao Presidente da República a minha demissão. O mandato que recebi a 25 de janeiro atingiu o seu limite, por isso agora o povo grego tem de decidir com o seu voto quem é que vai prosseguir com a aplicação do novo memorando, após a nossa decisão. (...) O povo grego vai decidir se, até agora, o representámos com coragem suficiente."



“Esta fase difícil de negociações está finalmente terminada”, disse, acrescentando que não esperava tamanha oposição da Zona Euro. "Estamos obrigados a cumprir o acordo, mas vamos lutar para minimizar as consequências adversas", continuou.






 
Tsipras deslocou-se imediatamente à residência do Presidente da República, para entregar a sua demissão.
 
 

Oposição tem hipótese de formar governo...


O primeiro-ministro demissionário não confirmou a data das eleições, até porque, segundo a Constituição grega, se um governo se demite menos de um ano depois de ter vencido as eleições (como é o caso), o presidente deve dar aos líderes da oposição uma oportunidade de constituir governo. 

Ou seja, a Nova Democracia e a Aurora Dourada ainda terão uma oportunidade de formar governo. No entanto, como não têm maioria, será pouco provável que o consigam e o presidente deverá então convocar as eleições antecipadas.

De qualquer forma, os analistas acreditam que a data de 20 de setembro é mesmo a mais provável.
 

...e não quer eleições


O líder do principal partido da oposição, Nova Democracia, Evangelos "Vangelis" Meimarakis, já confirmou esta hipótese e garantiu que não prentende avançar para eleições, a não ser que esse seja a única solução. Meimarakis disse que vai consultar os partido "To Potami" e o "PASOK", e outros, para tentar formar um governo minoritário.
 

"Vamos explorar todas a opções para garantir que as eleições são a última opção, não a primeira como Tsipras quer. 


Europa espera que novas eleições ajudem a reforçar o acordo




"É crucial que a Grécia mantenha os seus compromissos com a Zona Euro. Lembro-me do grande apoio do parlamento grego ao novo programa e ao pacote de reformas e espero que as eleições levem a mais apoio ainda", disse, num e-mail enviado à agência de notícias.





Um Governo de 207 dias 




após meses de negociações

o que aconteceu esta quinta-feira

levou à substituição de membros do governo










acompanhada AO MINUTO

Sete meses de polémicas 





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