"Um veredito popular é muito mais forte que a vontade de um Governo.  Depois do anúncio do referendo, recebemos melhores propostas, especialmente no que respeita à reestruturação da dívida", contou.

Tsipras defendeu que "a democracia não é um golpe de estado" e que, nesse sentido, o "não" no referendo não significa uma divisão com a Europa, mas "o regresso aos valores europeus". 

"É inaceitável que a Europa da solidariedade force o encerramento dos bancos como resposta à decisão do Governo grego em deixar o povo decidir", condenou.



"Na segunda-feira após o referendo, o Governo estará à mesa das negociações com melhores condições para oferecer ao povo grego”, garantiuAqueles que dizem que temos um plano secreto para a Grécia deixar o euro estão a mentir".

"Um acordo socialmente justo é aquele que põe o fardo nos ombros de quem pode e não, uma vez mais, nos trabalhadores e pensionistas", defendeu, destacando: "Temos estado a negociar intensamente nos últimos meses para proteger as vossas pensões e para proteger o vosso direito a uma pensão decente."



Esta declaração surge numa altura em que a Grécia se prepara para aceitar a proposta dos credores que estava em cima da mesa no fim-de-semana passado, com algumas alterações, segundo uma carta que o primeiro-ministro enviou na terça-feira à noite aos líderes europeus, a que o Financial Times teve acesso. 

Uma posição que não convence alguns parceiros europeus, nomeadamente a Alemanha, que, de acordo com a chanceler alemã Angela Merkel, garante que "antes do referendo [de domingo], não haverá acordo".

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Catarina Machado