As imagens repetem-se um pouco por todo o país: longas filas de carros para acederem aos bancos alimentares nos Estados Unidos. É assim em Nova Iorque, no Utah, na Califórnia, na Florida ou no Texas.

No último fim de semana, o Banco Alimentar do Norte do Texas organizou uma distribuição de bens alimentares em Dallas. De acordo com Anna Kurian, porta-voz do Banco Alimentar do Norte do Texas, em declarações à CNN, foram distribuídos 273 mil quilos de alimentos a cerca de 25 mil famílias, incluindo 7.280 perus para o Dia de Ação de Graças, que se comemora a 27 de novembro.

As imagens mostradas pelos meios de comunicação e através das redes sociais mostram filas de carros com quilómetros para a recolha de alimentos em sistema drive-thru. Pessoas que são levadas pelo desespero da fome a pedir comida para pôr na mesa.

A CBS diz que as filas chegaram a ter mais de seis mil carros, prefazendo filas de mais de 20 quilómetros.

“Muitas das pessoas que estão a procurar-nos ou aos nossos parceiros estão a fazê-lo pela primeira vez”, disse à CNN Anna Kurian, para mostrar que a pandemia fez crescer a fome e a pobreza.

A reportagem da CNN encontrou muitas pessoas desempregadas por causa da pandemia. Encontrou também quem tenha perdido o emprego antes da pandemia e não tenha sido capaz de recuperar a vida ativa por causa da crise pandémica.

De acordo com a NBC News, também na Califórnia se registou um aumento da procura de ajuda alimentar em mais de 125%. As filas para aceder aos bancos alimentares também aqui são gigantes.

Estima-se que, por todo o país, haja mais de 24 milhões de pessoas a precisar de ajuda e sem serem capazes de comprar comida. Mais de seis milhões terão aparecido a pedir ajuda pela primeira vez por causa da pandemia.

Os Estados Unidos têm mais de 11 milhões de infetados com covid-19 e já contabiliza quase 250 mil mortos por infeção com SARS-CoV-2.

Manuela Micael