O presidente da cimeira da ONU sobre o clima, Alok Sharma, disse esta sexta-feira ter havido “muitos avanços, sobretudo no financiamento”, nas negociações que decorrem em Glasgow, e pediu aos países um esforço final para um acordo.

Depois de duas semanas de discussões os participantes na cimeira devem aprovar esta sexta-feira um texto final, dia de encerramento da iniciativa mais importante para tentar controlar as emissões de gases com efeito de estufa e o aquecimento global.

Numa conferência de imprensa prévia a um plenário de ministros dos Estados participantes , Alok Sharma falou dos esforços feitos durante a noite passada para um novo esboço de acordo, que inclui melhorias (em relação a um primeiro esboço) nas previsões de financiamento dos países mais pobres.

O responsável pediu aos representantes dos 197 governos para que continuem as negociações no mesmo “espírito de colaboração” mostrado até agora, e garantiu que o processo de negociação está a ser “transparente”.

Alok Sharma disse também que há “um pequeno número de assuntos chave” que terão de ser limados antes do texto final, que deve ser apresentado no final da cimeira, marcado para as 18:00, mas que pode ser adiado.

Esta é a nossa oportunidade de forjar um mundo mais limpo, mais saudável e mais próspero”, disse, pedindo aos delegados de cada país “soluções pragmáticas e praticáveis”.

Os países estão a tentar consensualizar medidas para limitar a 1,5ºC (graus celsius) o aquecimento global durante este século em relação aos valores pré-industriais.

O projeto de conclusões que estava a ser discutido apela para cortes mais rápidos nas emissões de gases com efeito de estufa, ajuda para os países mais pobres em relação a catástrofes naturais, e limites aos combustíveis fósseis.

Líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos terminam esta sexta-feira em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

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/ PF