Três alpinistas desaparecidos há duas semanas durante uma escalada na montanha K2, no Paquistão, foram hoje dados como mortos pelas autoridades paquistanesas, encerrando oficialmente as operações de resgate.

O islandês John Snorri, o paquistanês Muhammad Ali Sadpara e o chileno Juan Pablo Mohr partiram no dia 5 de fevereiro para escalar o segundo pico mais alto do planeta (8.611 metros) e não deram sinal de vida desde então.

Todos os meteorologistas, alpinistas e especialistas do exército paquistanês chegaram à conclusão de que um ser humano não poderia viver tanto tempo em condições climáticas adversas. É por isso que estamos a anunciar que estão mortos”, declarou Raja Nasir Ali Khan, ministro da Turismo da região de Gilgit-Baltistan (norte), onde fica o K2, em conferência de imprensa.

Helicópteros e aviões do exército paquistanês e a mais sofisticada tecnologia de radar foram usados para resgatar os três homens que, no entanto, não foram localizados.

As buscas para tentar encontrar os corpos vão continuar, disse o ministro.

O destino dos três homens cativou as redes sociais no Paquistão, já que Muhammad Ali Sadpara era um alpinista local conhecido.

Esta época de inverno foi particularmente mortal no Paquistão, com um total de seis mortes desde o início do ano.

Em janeiro, dez alpinistas nepaleses concluíram a primeira ascensão invernal do K2.

/ MJC