Se, há uns anos, avisou que os humanos eram "uma praga" para a Terra, agora o naturalista britânico David Attenborough, eterna voz do programa da BBC Planeta Terra, adverte que as alterações climáticas - que, claro, têm a mão de todos nós - são a maior ameaça para a humanidade em milhares de anos.

Neste momento, estamos a enfrentar um desastre causado pelo homem em escala global. As alterações climáticas são a nossa maior ameaça, em milhares de anos. Se não agirmos, o colapso de nossas civilizações e a extinção de grande parte do mundo natural estão no horizonte".

Foi este o alerta que o histórico narrador e apresentador de programas sobre a vida selvagem da BBC deixou na cerimónia de abertura da cimeira do clima, na Polónia, onde assumiu o "lugar de povo", para lhe dar voz. Aos 92 anos, "As pessoas de todo o mundo têm-se expressado. A mensagem é clara: o tempo está a esgotar-se. Elas querem que vocês, os tomadores de decisão, ajam agora", instou, citado pela televisão britânica, acrescentando que está nas mãos dos líderes evitar o colapso.

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, também enfatizou a dimensão do problema, ao reconhecer que as alterações climáticas são "uma questão de vida ou morte" para muitos países.

O mundo não está nem perto de onde precisa estar [na transição para uma economia de baixo carbono]".

A cimeira que está a decorrer é mais um esforço para "endireitar o navio", será necessária uma nova cimeira no próximo ano para deliberar medidas. 

Por agora, em termos de medidas, o Banco Mundial anunciou um financiamento de 200 mil milhões de dólares (176,6 mil milhões de euros), ao longo de cinco anos, para apoiar os países que tomam medidas contra as mudanças climáticas.

Esta é a 24.ª conferência da ONU para o clima (COP24), a  mais crítica sobre as alterações climáticas desde o acordo de Paris, em 2015, de onde os EUA liderados por Trump saíram