A NATO vai reduzir as "emissões militares" para ajudar no combate às alterações climáticas, anunciou, nesta quarta-feira, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

Aproveitando a visita a Bruxelas do enviado-especial dos Estados Unidos para as alterações climáticas, John Kerry, Stoltenberg defendeu que a NATO não pode ficar para trás nesta luta e deve, pelo contrário, dar o exemplo.

Concordamos que as alterações climáticas tornam o mundo mais inseguro. Por isso, a NATO tem de dar um passo em frente e desempenhar um papel maior no seu combate, incluindo a redução de emissões militares. Aguardo com expectativa o trabalho em conjunto com John Jerry", escreveu o secretário-geral no Twitter.

No ano passado, em setembro, num artigo publicado no site da NATO, Stoltenberg, economista e político norueguês, país do qual foi, aliás, primeiro-ministro,  assumiu que "toda a vida foi um apaixonado pelas mudanças climáticas".

Sempre fui apaixonado pelas mudanças climáticas durante toda a minha vida. O meu primeiro cargo no governo foi como ministro adjunto do Meio Ambiente e tive o privilégio de servir como enviado-especial da ONU para as Mudanças Climáticas. Agora, como secretário-Geral da NATO, é minha responsabilidade abordar a ameaça que as mudanças climáticas representam para a nossa segurança", escreveu, então.

Quanto aos Estados Unidos, recorde-se que, no passado dia 19 de fevereiro, regressaram oficialmente ao Acordo de Paris, depois de o presidente Joe Biden comprometer-se a fazer da luta contra as alterações climáticas uma prioridade.

O Acordo de Paris visa limitar o aumento das temperaturas globais a dois graus Celsius acima dos níveis pré-revolução industrial e continuar os esforços para limitar esse aumento a 1,5 graus.

Catarina Machado