Uma estância de esqui nos Pirenéus, em França, recorreu a helicópteros para transportar para as pistas cerca de 50 toneladas de neve, evitando assim o encerramento numa das épocas de maior afluência devido às férias escolares no país. A neve derreteu devido às temperaturas mais altas do que a média para esta altura do ano. 

Hervé Pounau, da autarquia local, revelou que foi necessário pagar mais de 5000 euros pela operação na estância de Luchon-Superbagnères, mas considerou que o investimento valeu a pena.

Não vamos cobrir a estância de esqui de neve, mas sem isso teríamos de fechar uma grande parte e é durante as férias que temos a maior atividade de iniciantes e escolas de esqui", justificou, citado pela BBC, acrescentando que só assim foi possível manter o resort aberto e assegurar 80 postos de trabalho.

A operação foi, no entanto, duramente criticada por Bastien Ho, do partido francês Europa Ecologia - Os Verdes. 

Em vez de nos adaptarmos ao aquecimento global, vamos acabar com um duplo problema: algo que que exige muita energia, contribui pesadamente para o aquecimento global e que, ainda por cima, é apenas para uma elite de pessoas que podem pagá-lo. É o mundo ao contrário", sublinhou.

Já Hervé Pounau reconheceu que transportar neve não foi uma solução "particularmente ecológica", mas frisou que não teve escolha, perante as temperaturas amenas e a falta de neve. 

O problema da falta de condições para operar tem-se colocado a várias estâncias de esqui francesas, nomeadamente nos Pirenéus, onde a neve tem derretido a menores altitudes. O mês de janeiro foi o mais quente em França desde 1900, segundo dados do Meteo-France, o organismo nacional para as previsões meteorológicas.

/ AE