Nove americanos, entre eles seis crianças, foram mortos, durante um tiroteio numa comunidade mórmon a norte do México. Familiares suspeitam de que se trate de um engano de identidade por parte de um cartel de droga.

Em declarações à “CBS This Morning”, dois familiares das vítimas, Alex e Julian LeBarón, avançaram que o FBI já abriu uma investigação aos assassinatos, que tiveram lugar segunda feira, perto da cidade de Bavispe, a cerca de 160 quilómetros a sul da fronteira com o Arizona.

As mesmas testemunhas adiantaram também que 13 membros dos “La Mora” – uma comunidade estabelecida na região há décadas ligada a uma ramificação da Igreja Mórmon - foram inicialmente declarados como desaparecidos depois do ataque a uma caravana de carros. Os familiares acrescentam que localizaram as viaturas à prova de bala queimadas e com os restos de uma mulher e os seus quatro filhos, dois gémeos de sete meses e duas crianças com 8 e 10 anos.

Sete crianças terão conseguido escapar aos atacantes, tendo sido transportadas para o hospital para receber tratamento. O Departamento Federal de Segurança e Proteção ao Cidadão, do México, disse que as forças policiais foram reforçadas com as tropas da Guarda Nacional, na área do ataque, para proceder às averiguações e às perseguições aos criminosos. Por esclarecer estão ainda os motivos que levaram a esta emboscada.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, usou a sua conta pessoal na rede social Twitter para lamentar a tragédia, referindo-se ao ataque como uma disputa entre cartéis de droga que provocou a “morte de muitos americanos excelentes”:

O presidente oferece ajuda e acrescenta: "Este é o momento para o México, com a ajuda dos Estados Unidos, para declarar guerra aos carteis de droga e limpá-los da face da terra, Agauardamos apenas uma chamada do seu novo presidente!"