Mais de 100 manifestantes foram mortos durante os protestos contra o governo no Irão, devido ao aumento do preço da gasolina, indicou hoje a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional.

“Pelo menos 106 manifestantes foram mortos em 21 cidades, segundo informações credíveis”, desde o início dos protestos, na sexta-feira, disse a AI em comunicado, adiantando que “o verdadeiro balanço pode ser bem mais elevado, sugerindo algumas informações de que até 200 pessoas podem ter sido mortas”.

“As autoridades devem acabar imediatamente com esta repressão brutal e mortal”, declarou Philip Luther, diretor de investigação da Amnistia para a região do Médio Oriente e do Norte de África.

A AI afirmou basear-se em “imagens vídeo verificadas, testemunhos de pessoas no terreno e informações” de militantes dos direitos humanos fora do Irão. Segundo a Amnistia, as forças de segurança “receberam ‘luz verde’ para esmagar” as manifestações.

A organização disse ainda que os vídeos mostram elementos das forças de segurança a “utilizar armas, canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes”, assim como “atiradores furtivos nos telhados de edifícios a disparar sobre a multidão e, num caso, um helicóptero”.

Várias cidades do Irão foram palco, desde sexta-feira, de protestos que começaram poucas horas depois do anúncio do Governo iraniano de um forte aumento do preço da gasolina.