A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que se reflita sobre os motivos pelos quais o Ocidente não conseguiu, após vinte anos e grandes contribuições económicas, consolidar um sistema político e social estável no Afeganistão.

Numa ação de campanha eleitoral, Merkel afirmou que o Ocidente conseguiu garantir que o Afeganistão não seja um foco de terrorismo global, como era em 2001, mas reconheceu que a missão internacional era mais ambiciosa e terminou em fracasso.

“Agora não há ameaça terrorista do Afeganistão. Mas a missão era mais ampla, queríamos uma vida mais livre e melhor para todos, especialmente para mulheres e meninas. Não conseguimos isso”, declarou.

Por isso, apelou a uma reflexão sobre o que pode fazer o Ocidente neste tipo de missões, como pode alcançá-lo e ver ao que não pode aspirar.

A chanceler alemã classificou a situação atual no Afeganistão de “dramática e trágica” desde a tomada do poder pelos talibãs no domingo, com a sua entrada em Cabul.

Merkel frisou que o objetivo atual da Alemanha é "salvar pessoas" na operação de evacuação, "cidadãos alemães, cidadãos de outros países da NATO [na sigla em português OTAN, Organização de Trabalho do Atlântico Norte] e, sobretudo, aqueles que ajudaram" a Alemanha, disse em referência aos colaboradores locais.

A Alemanha retirou do Afeganistão cerca de 2.000 pessoas, a maioria das quais se encontra em território nacional.

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