A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou esta quarta-feira que vai reunir-se com a líder da oposição da Bielorrússia Svetlana Tikhanovskaya, exilada na Lituânia e que se encontrou na terça-feira com o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Também me vou encontrar em breve” com Tikhanovskaya, disse Merkel aos deputados no parlamento, sublinhando “admirar” “a coragem” das mulheres que se manifestam regularmente contra o presidente Alexander Lukashenko após a sua controversa reeleição para um sexto mandato no mês passado.

Merkel apelou a Lukashenko, cuja eleição não é reconhecida pela União Europeia, Estados Unidos e Canadá, mas é apoiada por Moscovo, para “iniciar um diálogo com a população” e “sem interferências do Leste ou do Oeste”.

Em visita à Lituânia, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu na terça-feira uma mediação internacional para organizar novas presidenciais na Bielorrússia, controladas pela comunidade internacional, dado as de agosto serem consideradas fraudulentas pela oposição e por países ocidentais.

“Faremos o nosso melhor enquanto europeus para ajudar na mediação” que a “OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) irá liderar com firmeza”, disse.

Macron lembrou que a União Europeia prepara sanções contra o regime bielorrusso, após o Reino Unido e o Canadá terem anunciado igualmente medidas punitivas.

Centenas de milhares de bielorrussos têm protestado nas ruas, em manifestações reprimidas pelas autoridades, desde as presidenciais que estenderam o mandato de 26 anos de Alexander Lukashenko, atribuindo-lhe 80% dos votos. Svetlana Tikhanovskaya, a sua principal rival, obteve 10%.

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